Shake Shack é uma enorme rede de fast food que usa carne fresca e aposta na qualidade dos ingredientes

OFERECIMENTO

Já não é a primeira vez que vamos ao Shake Shack, a rede fast food norte americana que inspira muitas hamburguerias aqui no Brasil. Quando conhecemos, estávamos em Nova Iorque, em uma outra viagem buscando conhecer novos hambúrgueres.

Fachada - Shake Shack

Desta vez, estávamos em Glendale – Califórnia, uma pequena cidade grudada a Los Angeles. Não podíamos deixar de voltar ao Shake Shack, uma das hamburguerias mais admiradas pelos brasileiros.

Quando fomos ao Shake Shack de Nova Iorque gostamos muito, mas infelizmente não compartilhamos com vocês, pois as fotos não ficaram boas o suficiente. Eis a nova chance agora.

Chegamos para jantar, para variar, o Shake Shack estava lotado. Ao lado de fora, onde havia lugares disponíveis, não era viável ficar devido ao frio.

Entrada - Shake Shack

Entramos, avistamos o cardápio enorme na parede e em frente os caixas onde se faz o pedido. Até que eles têm bastantes opções diferentes de hambúrguer, frango empanado e hot dogs.

Pedidos - Shake Shack

Cardápio na parede - Shake Shack

O Shake Shack faz apenas os burgers smash, que hoje estão super em alta no Brasil. Para quem não sabe o que é, são os burgers prensados direto na chapa, sem estarem previamente moldados. Isso facilita muito para os fast foods, pois o hambúrguer fininho é mais rápido de ficar pronto.

Cardápio em detalhes - Shake Shack

Além desta vantagem, como os burgers levam em média 90g, acabam ficando mais baratos. Quem quer comer mais, adiciona mais burgers e paga mais, simples assim. O preço do hambúrguer mais simples por lá é de $ 5.55 (aproximadamente R$ 18 com o dólar a R$ 3,20). Não é tão barato pelos nossos padrões, mas vale lembrar que os ingredientes deste fast food são carne 100% Angus, sem tratamentos com hormônios, antibióticos e com dieta estritamente vegetariana.

Cardápio detalhado - Shake Shack

Nosso pedido foi um Smoke Shack Double, um cheeseburger duplo com bacon defumado naturalmente, fatias de pimenta cherry pepper e molho da casa ShackSauce por $ 9.79 (aproximadamente R$ 31). O outro burger foi o Shake Stack, cheeseburger e “hambúrguer” de cogumelo Portobello recheado de cheddar, empanado e frito, alface, tomate e molho da casa ShackSauce por $ 9.95 (aproximadamente R$ 32).

O acompanhamento foi a tradicional Crinkle Cut Fries, as batatas de corte ondulado cobertas de queijo e bacon por R$ 3.99 (aproximadamente R$ 13) e outra simples por $ 2.99 (aproximadamente R$ 10). A bebida foi o Fifty/Fifty, uma mistura em partes iguais de limonada e chá gelado orgânico grande por $ 3.35 (aproximadamente R$ 11).

Após terminar o pedido, recebemos aquele dispositivo que brilha e vibra quando o pedido fica pronto e então retiraríamos no balcão quando chamarem, não há serviço de garçom.

Ambiente - Shake Shack

Enquanto esperávamos, conseguimos um lugar para sentar. Em uns 10 minutos nossa espera eletrônica vibrou e fomos buscar nossos burgers.

Ponto de retirada dos burgers - Shake Shack

Tudo vem servido em uma bandeja de metal bem legal, burgers nos saquinhos, exibindo uma carne bem maior que o pão. As fritas vem servida em uma embalagem de papelão – tudo descartável.

SmokeShack e fritas com cheddar e bacon - Shake Shack

As fritas onduladas estavam bem quentinhas e crocantes. São aparentemente as mesmas batatas onduladas que temos no Brasil. Mas achamos as do Shake Shack mais saborosas.

Fritas Crinkle  - Shake Shack

O cheddar era bem suave e gostoso, combinou bem com o bacon crocante da casa. Ótima escolha.

Os burgers não tem ponto, todos são preparados ao ponto para bem passados – perguntamos para nos certificar. As carnes estavam com aquela crosta be, crocante dos smash burgers, fininhos e prensados na chapa como explicamos.

Burger fininho e pão de batata - Shake Shack

O pão é de batata, super macio e gostoso, suave e perfeito para este tipo de hambúrguer.

SmokeShack - Shake Shack

No Smoke Shack vem uma pimenta cherry picada que não é nada picante e completa o sabor. Simples e boa combinação. O bacon não era crocante, mas gostoso, podia ser melhor. A carne do hambúrguer, que é o principal não estava tão boa quanto quando conhecemos o Shake Shack.

Pareceu que eles passaram demais o hambúrguer, podia estar mais suculento. Mesmo assim, não dá para comparar à qualidade que estamos acostumados com o fast food no Brasil. Não vemos a hora de evoluirmos nesse sentido e podermos ter um produto melhor e com preços justos. É fato que nosso mercado está amadurecendo e já vemos uma luz no fim do túnel, mas falta muito para chegarmos lá.

Detakhe da carne - Shake Shack

o Stack Shack, hambúrguer já copiado por aqui, leva uma carne normal e um “hambúrguer” que, na verdade, é um cogumelo Portobello (cogumelo bem grande) recheado de queijo, empanado e frito. Estava realmente muito bonito o conjunto.

Stack Shack - Shake Shack

Por outro lado, não gostamos muito do cogumelo, não estava gostoso. Já comemos outros bem melhores no mesmo estilo aqui no Brasil.

StackShack por dentro - Shake Shack

O Shake Shack é uma verdadeira inspiração das hamburguerias brasileiras, não precisamos citar nomes, mas quem viu as fotos sabe disso. E isso não é ruim, o produto e a escalabilidade desta rede de fast food é invejável.

Eles começaram com um quiosque de hot dog no Madison Square Park em Manhattan – Nova Iorque entre 2001 – 2003, em 2004 inauguraram a primeira loja que não foi desenhada para ser uma rede e sim um restaurante único. Hoje eles tem lojas espalhadas por todos os Estados Unidos e também em vários países do mundo.

O conceito principal é ser um fast food que entrega uma qualidade altíssima, produtos menos industrializados, carne certificada Angus sem hormônios ou antibióticos. É lógico que isso faz muita diferença e acabou conquistando o público mais exigente que quer um hambúrguer descomplicado, preço acessível sem ter que sentar em um restaurante com atendimento tradicional. Essa é a fórmula do sucesso e no Brasil ainda há muito espaço para quem deseja preencher esta lacuna, só deve prestar atenção nas diferenças culturais e do mercado brasileiro.