Hábitos para a flexibilização durante a pandemia: como estar seguro nas hamburguerias pós coronavírus?

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Restaurantes, bares e hamburguerias pós coronavírus que superaram a pior fase da crise precisam preocupar-se com o comportamento e como atender seus clientes de maneira segura. Sabemos que será necessária muita adequação intensificando os cuidados, medidas de limpeza e as formas de contato com os clientes, agora que a situação se flexibilizou e suas portas foram reabertas.

Hábitos para a flexibilização durante a pandemia: como estar seguro nas hamburguerias pós coronavírus??

Não podemos negar que vivemos tempos difíceis e desde que a quarentena começou os estabelecimentos ficaram impedidos de trabalhar de maneira normal e foram forçados a se adequar através de novas estratégias de delivery, afinal, “se você não vai até o hambúrguer, o hambúrguer precisa ir até você”.

Impulsionados pelas soluções inovadoras das startups, as hamburguerias que decidiram continuar operando durante esse período, rapidamente puderam remodelar-se com o auxílio da tecnologia e otimizar a logística que facilitou o acesso dos clientes. Quem jamais sonhou em entregar sua comida, rendeu-se à única alternativa para que o negócio se mantivesse por tanto tempo.

Em muitos casos, os estabelecimentos tiveram que baixar suas margens de lucro, em outros, remodelar seus produtos para formatos mais rápidos e baratos, tudo para atender o consumidor cada vez mais conectado e cobrando qualidade.

Vistas como inovadoras, modernas e legais, as hamburguerias agora tem que se moldar a um novo ambiente de negócios com desafios maiores, já que as medidas da quarentena foram flexibilizadas e todos tem a permissão de reabrirem ou não suas casas.

 

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Neste momento, os protocolos de segurança exigem redução da capacidade dos salões para aumentar o distanciamento entre as mesas, utensílios higienizados e embalados individualmente, cardápios plastificados e máscaras para funcionários. Confira quais são os protocolos exigidos para a reabertura e bares e restaurantes em São Paulo:

  • Ocupação máxima de 40% da capacidade do estabelecimento
  • Distância de 2 metros entre as mesas e de 1,5 metro entre as pessoas
  • Máximo de 6 pessoas por mesa
  • Proibição de consumo nas calçadas
  • Atendimento deve ser feito apenas para clientes sentados
  • Uso obrigatório de máscaras por clientes e funcionários no estabelecimento. (Apenas quando estiver sentado em sua mesa, o cliente poderá deixar de utilizar a máscara)
  • Proibir aglomerações
  • Disponibilizar álcool gel para higienização das mãos
  • Barreiras de acrílico devem ser instaladas nos caixas e balcões de alimentos.
  • Temperos e condimentos devem ser fornecidos em sachês
  • Cardápios deverão ser disponibilizados digitalmente ou em quadros na parede
  • Funcionários devem usar máscaras, viseiras de acrílico e luvas
  • Pratos, copos e talheres devem ser higienizados
  • Guardanapos de tecido estão proibidos
  • Ambiente deve ser submetido a um intenso processo de limpeza
  • Funcionários que apresentarem sintomas de síndrome gripal devem ser testados
  • Apoio a colaboradores com dependentes no período em que creches e escolas estiverem fechadas

Para 79% dos brasileiros a sensação de higiene e limpeza será o principal fator para decidir onde comer daqui pra frente, de acordo com a pesquisa “Impactos da Covid-19 no consumo de Foodservice”, feita pela Food Consulting em abril.

Algumas alternativas usadas em países da Europa, como luvas para comer, podem ser implantadas nas hamburguerias pós coronavírus para aumentar a credibilidade higiênica dos estabelecimentos, mas os donos temem um estranhamento do público já que esse costume acaba com a parte sensorial da experiência de se saborear um bom burger. Mesmo sabendo que em alguns lugares do Brasil isso já é difundido, os hambúrgueres foram feitos para serem comidos com as mãos.

Consultores do ramo concordam que as medidas de segurança vão levar a uma redução natural do público, acompanhada do aumento dos custos, por outro lado a presença digital dos serviços deliverys ainda continua assegurando a sobrevivência de muitas hamburguerias.

Como vai ficar o mercado da alimentação

  • 79% dos consumidores pretendem escolher o restaurante, lanchonete ou bar em função de higiene e limpeza
  • 48% dos brasileiros passaram a cozinhar em casa com mais frequência
  • 16% das pessoas passaram a pedir entrega de comida pronta com mais frequência durante a pandemia

A realidade é que com a reabertura gradual, o comércio vai conseguir ter fôlego para superar essa situação sem mais demissões ou fechamentos definitivos das hamburguerias pós coronavírus. Há algumas que preferiram adiar a reabertura para sentir como estará o mercado antes de expor seus funcionários e o público.

E todos nós sabemos que um hambúrguer feito na hora é insuperável, quentinho, suculento e delicioso. Estamos ansiosos também para voltar as nossas atividades normais da maneira mais segura possível e deixar isso tudo que vivemos pra trás o quanto antes.